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quarta-feira, 27 de março de 2013

Um dia como muitos outros



Bem, quem acha sapo bonito também pode gostar de cobras, né? Faz sentido! Andei pelas imagens do google olhando fotos de cobras, para poder visualizar a Rainha das Cobras, da narrativa 3 do Sapo Rei. E sei bem o que ia fazer, se não decidisse logo qual delas seria: ia ficar indo e voltando, fazendo listinha de qualidades e defeitos, complicando bem a coisa, hehehe. Simplifiquei, escolhi as três mais bonitas, mandei pro Sapo Rei: tens participação na história, qual delas preferirias? Não demorou muito a resposta: certamente a do meio ( esta aí de cima, of course).

Fiquei olhando de boca aberta: mas tá na cara que só poderia ser esta!  Ele é bem mais coerente que eu - mas, afinal, o sapo rei é ele, hehehe. Pensa como um, sem fazer esforço!  E já me vieram duas cenas à cabeça: o momento em que Rainha das Cobras e  Rei Sapo se conhecem, o momento em que se beijam - romance impossível (ou será que não?) entre espécies. Maravilha!

Fui à Papelaria Torre de Papel comprar uma caixa pra pasta suspensa - com as pastas suspensas junto, claro! - pra ir reorganizando João. Preciso renovar meu saber sobre ele, reorganizar TUDO dele, inclusive livros de Aldir, Chico Bosco, Ney Lopes, Abel Silva... Depois, toco a dar a ouvida final de TUDO, começando com Agnus Sei. Entãoce, e só entãoce,  nois toca o trabalho pros finalmente, pras costuras que liguem aquele mosaico todo que tá ali.  E a menina da Papelaria queria saber se eu não me canso de ficar andando, pois ela cansa de me olhar passando... E olhem que caminho bem menos do que costumava antes.

Me pus a rir: já atualizei o blog, pus a roupa no varal, limpei a casa, fiz faxina no banheiro, que terça é o dia. Escrevi uns parágrafos de sapo, respondi os emails, fiz um pão de grão de bico pra Nilde, que tá fazendo manha por ele faz dias, trouxe pra ela, comprei frutas e verduras, voltei em casa, guardei, tou aqui de volta pra levar minhas pastas. Agora, me digam: que música se toca na Festa da Rainha das Cobras? Eles ficaram lá pensando, que Grazi e Miro ADORAM essas coisas, ainda mais que depois tem história pro Vitinho, seu filho de 3 anos.

Gozado é que não acho que faça grandes coisas, pois dá tempo de tudo, intercalando com leitura e séries de TV, que ninguém é de ferro, e ainda arrumo um pouco dos livros do quarto, da estante grande - forma de arejá-los um pouco, e depois dar uma escovada das boa. Converso com eles: ah, era aqui que tavas, seu nojentim? Por que não chamaste, quando eu tava te procurando? - E tu, sorry, és meio chatinho, não vou te ler de novo. Vais lá pra cima... - Ah, seu Faulkner, até tou com saudades, mas tou com baita preguiça de complicações. Mas Palmeiras selvagens ainda não li! Já volto nele!

Deixo os livros espalhados pela cama, tomando os ares frescos do dia, e saio pra caminhar. Na volta, empilho na nova ordem, e vou guardando. Sento pruma série, um filme, um tricô. Às vezes uma costura - conserto de alguma coisa. Tem bloco e caneta do lado, pois o pensador não para, e de vez em quando manda mensagem, notícias do lado de lá pra quem habita o lado de cá - e não tou falando de espíritos nem nada dessa bobagem, faz favor! Hoje tenho retorno ao proctologista, levando resultados dos exames, e mais o nihil obstat do cardiologista, e marcamos a data de retirar o "prolapso", nome chique. A cirurgiazinha leva dez minutos, mas a recuperação é chata e dolorosa, ele mesmo disse. Cada coisa que a gente arranja!Vôti!


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