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terça-feira, 8 de março de 2011

Baldwin e analogia



O primeiro livro que li do James Baldwin foi justamente este: Numa terra estranha. Negro em terra de brancos, gay em terra de héteros, revoltado às vezes, mas nunca acomodado. AMEI Baldwin. Note-se que vinha da leitura de gays nacionais, ou aquela coisa camuflada de O ateneu, do Raul Pompeia, ou a imensa depressividade de Lúcio Cardoso. Uma atitude mais às claras, mais combativa, com seus momentos de "down", porque ninguém é de ferro, fez com que eu revalorizasse a temática.

Depois do romance, li de Baldwin um livro de contos, Um homem à minha espera. Sobre este conto, fica-se pensando num caso homo, também, né? Ledo engano. Um xerife violento, num condado do sul, e o prisioneiro negro a quem ele tortura. E lhe dá prazer (a este xerife) pensar que o homem está lá, indefeso, prisioneiro, a seu inteiro dispor.

Pois por conta de Baldwin, esta foi a analogia que se formou em minha mente, ao encarar o retorno a Floripa: tenho um homem à minha espera. Daí me ponho a rir e reformulo: tenho um monte de homens à minha espera. E todos prontinhos pra me torturar, hehehe... E não eu a eles, como deveria ser, não acham?

Começa logo por dois dentistas. Já no segundo dia tenho hora com Felipe, e confiro se tenho que marcar consulta com Daniel também. Dr. André me pediu exames de sangue, o que só é ruim porque costumam estourar minhas veias nos laboratórios... Dr. Saint Clair pediu conoloscopia, cuja preparação é uma tortura da santa inquisição. Tou adiando, tou adiando, mas sei que é recomendável fazer, fico me sentindo culpada. FAREI, farei. Vou gostar de rever o doutor, mas não vou gostar nada de me submeter a esse tal exame... E preciso marcar cardiologista, que sexagenários devem fazer controles mais frequentes. ARGH!

Em compensação: há dois homens com quem me reencontro pra nada que judie de mim! Um é o Clovis, com quem já combinei happy hour pra por o papo em dia e pra cada um saber o que o outro anda aprontando. O outro é o Rafa, a quem ando arreliando por email, sinal de que nossas sessões fazem falta. Muita coisa pra contar pra ele, sem dúvida.

E faz calor, muito calor, daqui a pouco vou pra praia - ali a três quarteirões... Me deem licença!

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